Arrastão de peixes preocupa comunitários na região de Ituqui

Reunião realizada nesta quarta (04) na comunidade São Benedito tratou de conflitos e outras demandas da região. Iniciativa é do Conselho Regional de Pesca do PAE Ituqui

Com malhadeiras de mais de cem metros, invasores tem realizado pesca predatória nos lagos e igarapes da região Ituqui. A principal preocupação dos moradores é que em médio e curto prazo as espécies protegidas por meio da portaria do defeso sejam capturadas e extintas na região.

A pesca deveria seguir as regras previstas nas Instruções Normativas e no Plano de Utilização revisado recentemente. No entanto a prática do arrastão tem sido constante.

O lago Santíssimo apresenta a maior ocorrência da pesca ilegal. A situação motivou integrantes do Conselho Regional do Ituqui a mobilizarem órgãos ligados a defesa do meio ambiente e entidades parceiras para cobrar uma maior intensificação na fiscalização.

Participaram do encontro na manhã desta quarta (04) no barracão da comunidade: Defensoria Pública, defesa civil, Colônia de pescadores Z-20 e Sapopema.

Para a pesquisadora da Sapopema e professora da Ufopa, Socorro Pena o momento representa a "importante organização das comunidades para resistir às invasões e cobrar das autoridades competentes a fiscalização. Ituqui é uma região de muitos conflitos e infelizmente o estoque pesqueiro vem esgotando de forma acelerada" - ressalta.

Ao longo do ano, pescadores se revezam na iniciativa comunitária de fiscalização com foco ao combate da pesca predatória. Sem suporte dos órgãos federais, estaduais e municipais, fiscalizam por conta própria os lagos, a fim de evitar que invasores causem prejuízos aos lagos.

Além da invasão, outra questão apresentada pela comunidade diz respeito a venda de terras feita de maneira ilegal. Segundo os moradores, fazendeiros estão comprando terras e provocando conflitos na região.

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