Moradores de Água Preta discutem conflitos de pesca na comunidade

Reunião foi realizada no barracão comunitário nesta terça (17). Encontro possibilitou deliberações para melhorar a atividade de conservação dos recursos pesqueiros e segurança de quem vive na comunidade

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Participaram da assembléia representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Diretoria da Colônia de Pescadores Z-20, Vereador Jandeilson Pereira, SAPOPEMA e moradores de Igarapé do Costa e Comunidade de Água Preta.

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A principal demanda apresentada foi sobre os conflitos de pesca entre comunidades.

Em resposta aos questionamentos, foi deliberada a solicitação de uma audiência com Ministério Público Federal para elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

INICIATIVA COMUNITÁRIA

A reprodução de tracajás e grande oferta de peixe nos lagos da região atraem os olhares de predadores humanos. Para manter o ciclo natural, obedecendo a legislação e os acordos de pesca vigentes na região, os moradores atuam como fiscais voluntários da natureza.

Entretanto, em determinadas épocas, invasores armados oferecem risco aos moradores. Apesar do risco, os comunitários comemoram pelo menos uma vez ao ano, a iniciativa de conservação por meio da soltura dos quelônios que recebem os cuidados até que estejam aptos à liberação.

A primeira soltura de 2018 aconteceu no dia 22 de janeiro na comunidade Água Preta, região do Aritapera no Rio Amazonas. Durante o ano anterior, os moradores se revezaram nas fiscalizações do tabuleiro para evitar que os ovos fossem furtados por invasores oriundos de outras regiões. A espécie de alto valor comercial é alvo das frequentes tentativas de furtos que são interrompidas pela ação voluntária dos fiscais da própria comunidade.

Em 2017 foram soltos mais de cinco mil filhotes em uma cerimônia realizada no mês de abril. A iniciativa de conservação acontece há pelo menos 3 décadas na comunidade.

| Por Ascom Sapopema/Samela Bonfim

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