Aracampina e Solimões recebem técnicos de monitoramento do pescado

 Comunidade Aracampina. Foto: Ascom/Sapopema

Comunidade Aracampina. Foto: Ascom/Sapopema

 Comunidade Solimões. Foto: P&A Sau

Comunidade Solimões. Foto: P&A Sau

Nas duas comunidades, moradores receberam informações de como sistema do aplicativo vai funcionar e de que maneira poderão disponibilizar na plataforma os dados diários da pesca na região

Visitas fazem parte do cronograma de ações do Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia que contará com a integração de professores e alunos para monitorar a diversidade de peixes capturados pelos pescadores das comunidades. Com apoio de técnicos, a qualidade da água nos locais de captura também será inspecionada.

Aracampina localizada na Ilha de Ituqui, na margem direita do Rio Amazonas foi a primeira a receber os técnicos na manhã desta sexta (20).

A tarde, foram os moradores da comunidade Indígena de Solimões, margem esquerda do Rio Tapajós na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns que participaram do encontro.

Para a professora da Ufopa e coordenadora do projeto, Socorro Pena, este: "é um projeto piloto pra testar uma tecnologia de monitoramento de espécie de peixes migratórios. E quem é que pode fazer esse monitoramento? Aquelas comunidades que exercem atividade de pesca" - explica sobre a função da iniciativa.

Incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros são os principais objetivos do projeto que retoma a educação ambiental nas escolas das comunidades de várzea através de parceria entre a SEDUC e ONG local. 

A segunda comunidade participante do projeto é Aracampina, do Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui). É uma comunidade de 260 habitantes, localizada às margens do rio Amazonas, no Município de Santarém. Estão presente na comunidade de Aracampina 16 lagos, e 3 igarapés, sendo todos eles utilizados para pesca comercial e subsistência. As principais espécies capturada nos lagos inclui Pacu (Piaractusmesopotamicus), Acara-açu (Astronotuscrassipinnis), Acari (Liposarcuspardalis) Tucunaré (Cichlaspp), Mapará (Hipophthalmus spp.) Aruanã (Osteoglossumbicirrhosum), Aracu (Leporinusfreiderici), Pescada (Plagioscionspp), Tambaqui (Colossomamacropomum) e fura-calça (Pimelodinaflavipinnis). No  Rio Amazonas as espécies mais pescadas são Filhote (Brachyplatystomafilamentosum) e Dourada (Brachyplathystomaflavicans).

Na comunidade de Aracampina existe acordo de pesca em vigor para todos os corpos hídricos, com exceção do rio Amazonas. Os comunitários não pretendem que essa seja modificada, mas que medidas de conservação dos recursos continuem sendo adotadas para os lagos e igarapé, e que se estendam também para o rio Amazonas, onde ainda não existem acordos comunitários que regulam a forma de captura dos peixes. O confinamento dos animais em maromba, comum em alguns municípios do Baixo Amazonas, é utilizado somente por alguns criadores da comunidade de Aracampina, de março a julho, período que pode ser alterado dependendo da enchente e da vazante do rio Amazonas.

| Por Ascom Sapopema/Samela Bonfim

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